De todas as doenças que causam alguma incapacidade ou morte, na atualidade, são devidas, predominantemente, a doenças não infecciosas ou cânceres, mas sim devido a doenças cardiovasculares, principalmente de etiologia aterosclerótica.
As doenças cardiovasculares causam o dobro de morte por todos os tipos de cânceres no Brasil, principalmente através de 3 formas: ¨ataques cardíacos¨, ¨derrame cerebral¨ e morte súbita cardíaca.
80% das doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas com a mudança de estilo de vida.
A aterosclerose é o processo de uma doença inflamatória crônica de origem multifatorial, que causa a maioria dos ¨ataques cardíacos¨ e obstrução das artérias, principalmente a camada íntima de artérias de médio e grande calibre.
Este processo de aterosclerose deve-se a múltiplos fatores de risco cardiovascular de forma independente (hipertensão arterial, tabagismo, colesterol elevado no sangue, diabetes mellitus e idade avançada), de forma predisponente (obesidade, falta de exercícios físicos praticados regularmente, história familiar de aterosclerose precoce na família, etnia e fatores psicossociais) e de forma condicional (triglicérides elevado no sangue, homocisteína, fibrinogênio, Lp (a) elevados no sangue).
30% da população brasileira é hipertensa.
Um em cada nove adultos brasileiros tem diabetes.
67% dos brasileiros desconhecem os valores dos níveis de colesterol no organismo.
46% das pessoas que têm diabetes no país ainda não sabem que convivem com esta doença cardiometabólica.
50% dos brasileiros têm excesso de peso, segundo o Ministério da Saúde.
Atualmente é possível identificar, através da estratificação de risco, realizada por médicos com conhecimento em prevenção cardiovascular, seu risco em baixo, intermediário, alto e muito alto risco cardiovascular. Procure seu cardiologista e faça a sua ¨estratificação de risco cardiovascular¨.
Faça sua estratificação de risco cardiovascular, a qual pode detectar também o que denominamos hoje de ¨aterosclerose subclínica¨.
Mais recentemente a genotipagem em Cardiologia e novos biomarcadores cardíacos têm proporcionado aos especialistas informações significativas em prevenção cardiovascular, que em breve, deverão estar disponíveis na prática clínica.
Recentemente, pesquisadores têm identificado que as mulheres e idosos se submetem menos à estratificação de risco cardiovascular, e este ¨erro¨ nos estudos e prática clínica vem sendo corrigido nos últimos 5 anos.
A cessação do tabagismo, redução do sal na dieta, consumo de frutas e vegetais, atividades físicas regulares e evitar o uso excessivo do álcool têm se mostrado eficazes para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
É importante destacar que a farmacoterapia moderna, na última década, com novos anti-hipertensivos, novos anticoagulantes, estatinas potentes, permitem que a prevenção cardiovascular seja a cada dia, mais eficaz.

